Sobre a Vida e sobre o Amor | ||||
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Sobre este aquariano: que nasceu em 06/02 Sou administrador formado pela PUC-MG e UFMT. Trabalho em uma multi nacional, no ramo de varejo de conveniências. Criei o blog para compartilhar o que gosto de escrever sobre a vida e sobre o amor, com aqueles que igualmente apreciam este tipo de literatura em forma de crônicas e poemas. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes, ler, ouvir músicas, além de escrever. Locais que gostaria de conhecer: Europa, em geral, centro do mundo em artes.
Jaime Benemond "Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre tão limitado. Não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura e não ser doida. É um desinteresse manso, é uma doce burrice. Só que de vez enquando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo". C. Lispector |
Por Isto (byJaime Benemond)
O silêncio foi feito para se escutar, por isto eu silencio. O sol para brilhar e ele me opaca. O coração foi feito para o amar, por isto o meu não lateja forte... e então bradicardiacamente bate, parecendo querer falir, querendo o amor ainda mais vivo do que nunca, mas tão próximo do impossível. Próximo do além, de mim. As lágrimas para inundar os olhos inundados de tristeza pesada, difícil de carregar, por isto as mando de volta ao interior de mim. Por isto sinto o fim próximo. Cala, engole e engasga homem moral, mortal e bom! De silêncio em silêncio a reconstrução virá. A companhia da solidão também e ela é tampouco uma companheira que só vai quando alguém chega e se instala, por isto clamo pelo alguém. Estou em paz, estou comigo, estou dirimindo e buscando, por isto a felicidade aportará em algum momento, por isto, como costumeiramente ela for embora, rogarei levar consigo a solidão companheira. O colinho será só meu. Tudo estará assim, se tempo houver do fim não chegar primeiro. Jaime - Agosto de 2008
25Ago2008 - 15:37 | ( 1 ) comentários Decifrando - (By Jaime Benemond)
Decifro lágrimas, decifro tristezas. De vida em vida vou morrendo. De lágrima em lágrima tudo vai se indo... A luz ditando a velocidade, também o giro da terra ditando. De saudades insuportáveis e maior do que posso, vai se levando...levando. De foto em foto vou conseguindo diminuta energia. O corpo pede piedade e perdão. O coração esfarelado roga pelo mesmo, de joelhos e nocauteado. É preciso cuidar da fluidez da alma e ajudá-la no contorno dos obstáculos. Não brigar com eles, assim como faz a água, sem saber ao certo onde irá. Um dia próximo tudo acabará. Um dia distante tudo recomeçará. Quero o recomeço daquilo que não terminou. Quero que este fim acabe logo. Agosto /2008
22Ago2008 - 20:27 | ( 0 ) comentários Sobre a morte, sobre a vida. Nas minhas andanças, por aí...
Vêm respostas de aversão à morte. Nenhum candidado e nem voluntário.
Misturado às respostas e às falas descubro que todos são candidados e voluntários a ela.
Devagarinho ela não dói muito, mas faz a vida passar num sofrimento contínuo.
20Ago2008 - 17:42 | ( 0 ) comentários
"Brincadeira" 1 x 0 "Jogos" DIZER ADEUS, OU NÃO, AO RELACIONAMENTO.
Relacionamentos dolorosos em que os parceiros provocam, um no outro, sofrimentos com grosserias, traições, desprezos e indiferenças, existem sim e são mais comuns do que se imagina. Sofrem e não conseguem se livrar da relação, submetendo-se a tudo isso em nome do amor. A causa básica, dentre tantos os motivadores, é a maneira como se estrutura a relação. Somos criados desde pequenos para sermos competitivos. Com isso levamos nossas relações para o campo do jogo, da competição, da disputa, da posse, da dominação e do controle do outro. Jogamos constantemente nos nossos relacionamentos, e isso produz, evidentemente, muita dor, angústia e tristeza. Quando isso se faz presente, haverá de ter, como em todo jogo, um vencedor e/ou um perdedor. Não há empate. O único jogo no mundo em que há o empate é no futebol. Um povo altamente competitivo, como os norte americanos, não gosta e nem populariza o futebol, por quê? Porque não existe, para eles, no mundo da competição, o empate. Nem com a contratação de Pelé para popularizar o futebol isso foi possível. Assim é a relação da maioria das pessoas, ou seja, competitiva. Será curta certamente. A estrutura da relação tem que ser estabelecida com base na “brincadeira”, que também somos criados nelas. Na brincadeira não há quem ganha e nem quem perde. Todos ganham em alegria, prazer e paz. E mesmo quando há um “ganhador”, na brincadeira, sempre é levado em respeito e até admiração. Essa é a real base para relacionamentos duradouros. O objetivo dos relacionamentos amorosos é o prazer e a felicidade. Se há jogo há luta, destrutividade, hostilidade, acusações, falta de reconhecimento da razão do outro, e por conseqüência diminuição do amor a níveis perigosos. Construir uma relação afetivo-sexual significativa, capaz de nos impulsionar para um relacionamento rico e abundante passa por aumentar a consciência do jogo versus “brincadeira” para inibir de vez a forma desastrosa de relacionarmos. O jogo destrutivo mais cruel de todos é o do desprezo, do abandono. O medo brota da profundidade da alma de cada um dos que estão em relacionamento por causa do desprezo (medo do abandono e da perda do amor do outro). Vai direto à ferida e nesse jogo aumentam as ameaças, cobranças, indiferenças, términos, tempos, silêncios torturadores (difícil saber qual deles é o pior: o da falta de saber do outro ou o do desinteresse em saber do outro), traições, tudo provocando intensa dor, e por conseqüência o ciúme do parceiro, o ciúme no parceiro. A falta do eco no que se diz um para o outro é terrivelmente igual aos jogos do silêncio. É jogo para ter o outro na mão, para ter o outro sob domínio. Isto é incapacidade de amar. A incapacidade tem invariavelmente por detrás, uma história de abandonos na infância e de maus-tratos e abuso por parte de adultos, da não presença dos pais, tornando-os insensíveis aos sentimentos alheios, baixa auto-estima e certo grau de inferioridade. Pela incapacidade de amar provocam dor e sofrimento no outro, ainda que goste de ficar com o outro. Com isso, as saudades passam cada vez mais a serem pelos momentos maravilhosos que passaram juntos e não por vontade de revivê-los ou dar continuidade. Felizes são aqueles que tiveram todo o apoio na infância e a presença marcante dos sábios pais porque tem a maior probabilidade de entender o outro, mas isso não é garantia. Então, o jogo como base de uma relação, é um racional para dar adeus. Por outro lado, a base sendo a da “brincadeira”, da leveza, do humor, do respeito, do carinho, da capacidade de amar torna-se a frase preferida dos amantes como verdadeira: “Quem ama cuida”. Quem ama cuida e entende os porquês do outro agir assim e não combate, mas prepara, aconselha, mostra, ensina, divide até que ele aprenda. Isso passa por respeitar a pessoa como ela é. Ouvir a profundeza dos sentimentos do outro. Ouvir visceralmente. Ouvir a alma do outro. Ouvir respeitosamente, sem dar ou tirar razão. É encontrar caminhos e mecanismos apropriados para se ajudarem mutuamente. Uma única palavra resume tudo: diálogo. Há motivos que precisam estar presentes na relação de quem quer ficar com o outro. Primeiro deles: o amor. Os que se seguem são: sentir-se bem em estar com o outro, com quem sentimos prazer, alegria, felicidade e principalmente com quem nos faça sentirmos “folgados” interiormente e nutridos internamente. É bom “brincar” com elas. Presentes estes quesitos na relação os temores de perdas e da idéia da separação são afastados, e isso, que tanto atormenta e que faz sofrermos, se dissipa como pó no ar. Não mais sentiremos como: quanto mais lutamos para vencer os jogos mais nos submetemos aos sofrimentos, mais sofreremos. Então, a “brincadeira” como base de uma relação, é um racional para não dar adeus. Namorar, noivar, casar, nunca pode ser a qualquer preço. Mas colocar isso como alvo na relação significa durante toda ela encontrar a maneira correta de lapidar o outro ser que se ama à nossa maneira de lidar na relação, mas nunca mudar a essência do seu ser. É botar a relação como prioridade nas nossas realizações profissionais, pessoais e acadêmicas, de forma a conciliar tudo, transformar todos os ganhos harmonicamente com a meta de estar junto com o outro, em amor. É apenas ir de encontro às alegrias e não aos sofrimentos. É possível aprender isso durante a relação? Claro que é e analogia feita com o futebol, quantos times se encontram durante o torneio e geralmente são os campeões? É preciso estar muito em amor pelo outro e com o foco na construção, todo o tempo, mas sempre lembrando que a analogia serve em parte, pois o futebol é um jogo de busca a vencer e o amor e relacionamento é busca da construção da felicidade. Terá que ser sempre pela “brincadeira”. Será maravilhoso quando os dois vencerem e terrível quando os dois perderem. As capacidades emprestadas por Deus aos dois amantes são para serem usadas no sentido do encontro, da busca do relacionamento perfeito, da ajuda mútua e para no final dizer: “conseguimos”. E não dizer: “eu venci”. É isso que nos tornam realmente pessoas especiais. Quando isso acontecer os sentimentos energéticos em torno das vidas de ambos será um êxtase incomparável e destinando tão somente aos seres capazes de entender a base do relacionamento e aplicá-la. É colocar as capacidades e as inteligências a serviço do mesmos, a serviço da felicidade dos dois amantes. Sempre! Ao menos enquanto o amor se fizer presente. Sem ele há de se desconsiderar tudo dito acima. Brinquemos, pois, se amor existe ainda! Jaime Benemond – Set/2007
17Set2007 - 15:05 | ( 3 ) comentários Saída de Emergência Dia e noite. Na vida que tracei alguns meses atrás (João Bosco) Set/2007
14Set2007 - 20:03 | ( 0 ) comentários
As energias cósmicas nos mandam mensagens por vários canais e também nos proporcionam mandá-las adiante. Hoje chegou-me uma muito interessante e vale a pena reproduzi-la. "Não é surpresa que a maior parte da nossa felicidade surja do relacionamento com outra pessoa, porque somos seres sociais" (Dalai Lama) As pessoas dizem: "Se você se organizar melhor, se encontrar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e se limitar às pessoas importantes, vai se sentir melhor". Totalmente equivocado. Na realidade deveriam dizer: "É preciso levar uma vida cheia das pessoas que amo. O problema, como eu o vejo, não é aquilo sobre o que você trabalha, mas com quem você trabalha. Você não pode se apaixonar pela sua vida se odeia seu trabalho; e, com maior frequência do que se imagina, as pessoas não amam seu trabalho porque trabalham com pessoas de quem não gostam. Apesar do nosso elevado padrão de vida, riqueza e privilégios não produzem bem-estar emocional. Fazer parte de algo maior é que nos traz felicidade. Aí, quando a solidão entra na nossa casa, recorremos a literatura de auto-ajuda atrás de respostas, mas não é de auto-ajuda de que precisamos. É de ajuda mesmo. Ajuda de outra pessoa. Da pessoa que você ama e que te ama. Se você fizer o que ama, a sensação será de que você não tem trabalho um dia sequer na sua vida. Se sua vida estiver completa com a pessoa com a qual você de preocupa e que se preocupa com você, porque preocupar em "equilibrar" seja lá o que for? Equilibrio é um estado de espírito, tão individual e pessoal quanto nosso código genético. Onde encontramos alegria, encontramos equílibrio. Ansiedade, irritação e insatisfação são fortes indicadores de desequilíbrio. Alegria, entusiasmo e plenitude de gratidão são os fortes indicadores de equilíbrio. Aprenda a devorar um elefante: um pedacinho de cada vez. Afinal, só temos uma vida. E essa vida é sempre partilhada com pessoas que nos cercam. Pessoas que nos amam, verdadeiramente. Faça essas perguntas a você mesmo: - Se sou tão bom e se sou tão bom naquilo que faço, por que não estou achando graça? - Se sou tão organizado, por que me sinto fora de controle? Simplifique, compartimentalize e reduza sua vida aos componentes essenciais. Mas nunca tente sozinho. O caminho é mais difícil e os resultados nem sempre os melhores. As pessoas no mundo existem para ajudá-lo, principalmente aquelas que nos ama. (Texto extraido do Livro "Never Eat Alone" de Keith Ferrazzi e Tahl Raz) Set/2007
11Set2007 - 22:23 | ( 1 ) comentários E Os Ladrões de Vidas Continuam... (by Jaime Benemond) Eles não medem palavras nem esforços para deixar ponto de vista maldoso. Estava em uma inauguração de um loja quando fui abordado pela namorada de um amigo, cujo meu carro esteve emprestado com ele. Ela disse que na semana anterior haviam viajados para o interior de Minas e levaram uma amiga. A amiga ao entrar no carro foi logo dizendo que conhecia aquele carro e que era do Jaime. Como ela conhecia o carro? Disse que eu dei uma festa no meu apartamento há alguns meses e que convidei toda a diretoria do banco onde ela trabalha e que depois saimos juntos para dar uma volta naquele carro. Nunca ouvi falar o nome dela, nunca dei churrasco para diretoria nenhuma em apartameto nehum, nunca sai para passear e muito menos tenho/tive relacionamento com este banco, o qual conheço muito mal pelas propagandas na TV. Esse amigo tem relacionamento direto com minha princesa. Imagina se ele faz um comentário desse com ela sem antes fazer comigo? É assim que funciona a vida... temos que lidar com esses ladrões todos os dias e niguém os prende. Apesar de eu ter dito a ela que havia aí uma enorme coincidência e que isso não passava de uma loucura ainda ouvi: ...mas ela falou com tanta convicção e falou seu nome que realmente acho que foi você. No olhar dessa ladra de vida ainda transpareceu um ar de desconfiança. Pode? Set/2007 10Set2007 - 21:59 | ( 0 ) comentários Revelações da Paixão (Alcione Araújo). Paixão, quanto mais melhor, porém já dizia o poeta: "Apaixonar-se é colher a flor à beira do abismo". Mas digo que compensa colher a flor à beira do abismo. Até paixão rejeitada, desafiada, humilhada e zangada desvela prazer oculto e revela amor inesperado Set/2007.
10Set2007 - 16:36 | ( 0 ) comentários Loucura. (Autor desconhecido e adaptado por Jaime Benemond)
É ilusão querer um mundo perfeito. Isso é loucura. É loucura também:
(Publicado no Jornal Estado de Minas, caderno Viver de 09/09/2007)
9Set2007 - 10:39 | ( 0 ) comentários Uma Frase de Sabedoria:
"É sim, mas quando o amor supera os grandes sofrimentos, nasce um verdadeiro encontro de almas. Solidifica a relação de tal maneira que a felicidade é inevitável. A arte está em passar pelo sofrimento com sabedoria, calma e fé, e no final todas as dúvidas se desfazem. As coisas clareiam de forma maravilhosa no momento que menos se espera. Passe por isso. Passem por isso, com calma. Isto será bom para voces. Tenha calma." Set/2007 - Selma Mendes
9Set2007 - 10:24 | ( 0 ) comentários
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